
Imagine um ataque aos Estados Unidos, que danifique os servidores vitais à segurança da internet. Um hacker então aproveita essa vulnerabilidade e começa a redirecionar endereços para sites maliciosos, provocando o caos em escala global e obrigando sete profissionais selecionados a utilizar smartcards que, juntos, fornecem uma senha para reiniciar a rede. Parece um cenário catastrófico demais para se tornar realidade?
Especialistas em segurança na web acham que não. Tanto que, no final de julho, foi apresentado ao mundo pela Icann (sigla em inglês para "Corporação para Atribuição de Nomes e Números na Internet") um comitê de sete “guardiões” de smartcards especiais – eles são semelhantes a um cartão de crédito comum, daqueles com chip. É preciso reunir ao menos cinco desses guardiões em um banco de dados nos EUA, para obter uma senha e reiniciar o protocolo de segurança DNS ("Sistemas de Nomes de Domínio"). O DNS permite que a rede tenha endereços de site legítimos, impedindo assim que um internauta seja levado a um site fraudulento quando digitar o endereço de seu banco, por exemplo.
Entre os sete guardiões está Ondrej Surý, da República Tcheca. Responsável por um dos cartões de segurança, ele é gerente de pesquisas e desenvolvimento em DNS, além de voluntário da Anistia Internacional em Praga (confira abaixo a entrevista com Surý). Os outros seis membros de diversas nacionalidades são Bevil Wooding (Trinidad e Tobago), Dan Kaminsky (Estados Unidos), Jiankang Yao (China), Moussa Guebre (Burkina Fasso), Norm Ritchie (Canadá) e Paul Kane (Inglaterra).
Além deles, outras 14 pessoas fazem parte de um grupo dos representantes de confiança da comunidade (TCR, na sigla em inglês) da Icann.
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